Greca fez e fará Curitiba cada vez mais sustentável

Em live para mais de 4 mil espectadores, prefeito mostra como antigo lixão vai virar usina de energia solar 

Curitiba é considerada uma das cidades mais sustentáveis do Brasil e, durante a gestão do prefeito Rafael Greca, a capital avançou ainda mais na vanguarda quando o assunto é preservação de recursos naturais e uso de energias renováveis. Nesta quinta-feira (15/10), em sua segunda live semanal durante a campanha de reeleição à Prefeitura de Curitiba, o candidato do DEM detalhou as ações de preservação do meio ambiente já desenvolvidas nos últimos anos e apresentou os projetos que serão implementados até 2024, caso seja reeleito.

Os bate-papos semanais “Conversa com o prefeito Rafael Greca” ocorrem toda quinta-feira, sempre às 20h, e a live sobre a “Curitiba sustentável”, que alcançou 4.464 espectadores via Facebook, Instagram e YouTube, pode ser conferida na íntegra no link: https://www.facebook.com/191644047572141/videos/749565028959047 .

“Numa época em que se fala muito sobre aquecimento global, poluição e efeito estufa, nossa gestão está implantando em Curitiba uma verdadeira ‘revolução solar’, com soluções ecológicas que mesclam aspectos urbanos com a natureza para combater esses problemas”, disse Greca.

Nos quase 40 minutos da descontraída conversa pela internet, Greca lembrou que, já no primeiro ano de gestão, em 2017, lançou o programa “Curitiba Mais Energia”, que incentiva a implantação em espaços públicos de tecnologias que privilegiam o uso de fontes renováveis para a produção de energia.

“A Curitiba Solar começou a virar realidade com a instalação da usina de geração de energia fotovoltaica no Palácio 29 de Março, sede da Prefeitura, que está em operação desde 2019″, explicou Greca.

Primeiro prédio público do Brasil iluminado pela luz do sol, o Palácio 29 de Março recebeu 439 painéis solares no telhado, que ajudam a reduzir a emissão de CO2, o consumo de energia e os gastos dos cofres públicos. Em um ano, os painéis solares são responsáveis pela geração de 205 MWh, resultando em 28 toneladas a menos de CO2 (gás carbônico) na atmosfera e uma economia de R$ 105 mil nos custos de energia elétrica, valor equivalente a 38% a conta de luz da edificação.

Também em 2019, recordou Greca, foi inaugurada a Central Geradora Hidrelétrica (CGH) Nicolau Klüppel, no Parque Barigui. A mini usina gera cerca de 21.600 Kwh/mês, metade da energia consumida pelo espaço verde ao mês. A quantidade seria capaz de suprir o consumo energético de 135 casas médias, com famílias de quatro pessoas.

Além disso, “telhados solares” já foram instalados no Salão de Atos do Parque Barigui e na Galeria das Quatro Estações do Jardim Botânico. Mas, não são apenas os espaços públicos que foram beneficiados nos último anos, ressaltou Greca. A energia solar já faz parte, também, do dia a dia dos curitibanos através do programa Cohab Solar.

“Desde 2018, placas fotovoltaicas estão instaladas em 26 casas do Moradias Faxinal, no bairro Santa Cândida, gerando economia para os moradores”, disse Greca. A redução nas contas ultrapassa os 80%.

Greca anunciou que já estão em fase licitatória mais 196 moradias que receberão o sistema do Cohab Solar: 23 casas do empreendimento Moradias Vila Nina, no Fazendinha; 120 no Moradias Cambará e 53 no Moradias Bela Vista da Ordem, ambos no Tatuquara.

Pirâmide Solar – Greca garantiu ainda que a “revolução solar” de Curitiba só está no começo. Com sua reeleição, ele projeta implantar, nos próximos quatro anos, novas matrizes energéticas na capital, com a adoção de tecnologias sustentáveis apoiadas por organizações internacionais como a C40 (rede de cidades comprometidas com o enfrentamento das mudanças climáticas) e agência de cooperação internacional do governo alemão (GIZ).

O antigo lixão do bairro do Caximba, por exemplo, vai ganhar uma inovadora usina pública de energias limpas e renováveis – o primeiro projeto do gênero na América Latina.

“Localizada no aterro sanitário desativado em 2010, a chamada Pirâmide Solar do Caximba irá mesclar painéis de energia solar fotovoltaicos e uma usina movida à biomassa, ou seja, alimentada por resíduos vegetais das podas de árvores e limpeza de jardins da cidade”, contou Greca.

Também estão em desenvolvimento, com o apoio da C40, os projetos de implantação de usinas fotovoltaicas na Rodoviária de Curitiba e nos terminais de ônibus do Pinheirinho, Santa Cândida e Boqueirão.

Greca estimou que, quando todas as usinas públicas estiverem funcionando, elas deverão garantir o suprimento de 69% da energia consumida nos prédios públicos da capital, como escolas, terminais de ônibus e hospitais.

Greca finalizou a live ressaltando que programas consolidados do município, como o Câmbio Verde (de troca de lixo reciclável por alimentos em 103 pontos da cidade) e Ecocidadão (que gera renda para mais de 900 famílias de Curitiba, com a coleta, seleção e comercialização de material reciclável), continuarão a ter o apoio total da gestão de Greca nos próximos quatro anos.

Confira as propostas de ações sustentáveis projetadas por Greca para serem desenvolvidas nos próximos quatro anos:

– Será ampliado o Desafio 100 mil Árvores, iniciado pela gestão em 2019 e que já ultrapassou 108 mil novas mudas nativas plantadas por toda a capital. Parques, praças, bosques e vias da cidade já receberam araucárias, araticuns, carobas, branquilhos, monjoleiros, timborils, ingás, corticeiras, quaresmeiras, capororocas, araribas, ipês, açoita-cavalos, aroeiras, sibipirunas e dedaleiros;

– As novas estações de ônibus do novo Inter 2 vão ser autossustentáveis, com geração de energia solar (painéis solares) e pontos para recarregamento de energia (de veículos e equipamentos como celulares e tablets). Além disso, vão ter wi-fi e ar-condicionado;

– Greca também vai dar início pelo novo Inter 2 ao processo de troca dos ônibus convencionais, movidos ao poluente diesel, por veículos elétricos não poluentes;

– Serão inauguradas, nos próximos quatro anos, 25 novas hortas urbanas (hoje já são 95 áreas de cultivo) e as Fazendas Urbanas da CIC e do Tatuquara;

– Para reduzir os impactos da falta de água em Curitiba, como o que está ocorrendo atualmente devido à prolongada estiagem, Greca pretende abrir 30 poços artesianos profundos para atender todas as 10 regionais. Os poços serão complementares ao serviço da Sanepar e já tem o aval da empresa estadual. Três poços já estão sendo perfurados e ficam no Boqueirão, Tatuquara e Bairro Novo. Ainda será criada a “Reserva Hídrica do Futuro”, com a interligação das antigas cavas de exploração de areia que margeiam o Rio Iguaçu.